Resumo da aula do dia 28/11

Na aula de terça-feira, discutimos sobre o texto de Raquel Recuero sobre redes social, sendo esta uma imagem da rede construída em sociedade. Para fundamentar seu texto, a autora recorre às abordagens sistêmicas dos fenômenos, como a física quântica, a cibernética, a teoria da complexidade de Edgar Morin e a matemática não-linear. Assim, “a abordagem da rede tem seu foco nas estruturas sociais, onde não é possível os atores sociais e suas conexões” (p. 22). Ainda, Recuero resgata a ideia de capital social, que “refere-se a um valor constituído a partir das interações entre os atores sociais” (p. 43).

Por fim, ouvimos Radiohead, em especial o álbum Kid A, que se utilizou de sons sintetizados para criar sons experimentais. A banda se inspirou em Aphex Twin, no álbum Homogenic de Björk e em música clássica do século XX (cujos artistas foram apresentados em sala).

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Resumo da aula do dia 23/11

Continuamos, na quinta-feira, com Pierre Schaeffer, compositor francês que já foi abordado no post anterior. Na aula invertida, tivemos discussões sobre transmídia, crossmídia e multimídia. Os grupos trouxeram materiais sobre Pokémon, ciberativismo, expansão de universo narrativo e como que o marketing, cinema e distribuição de entretenimento opera nessas situações. Além disso, algumas orientações para os blogs foram passadas.

Para a próxima semana, teremos discussão sobre redes sociais a partir do texto de Raquel Recuero. Mais informações, consultar o calendário disponível aqui no blog.

Resumo da aula do dia 21/11

Na nossa última aula, ouvimos o francês Pierre Schaeffer, expoente da música concreta e experimental. Mais uma vez, temos aqui um artista que utiliza objetos não-musicais para suas composições. A música de Schaeffer era feita em laboratórios, deslocando o artefato de seu propósito inicial.

Iniciamos nossa discussão sobre o texto de Henry Jenkins sobre cultura da convergência e tivemos a introdução de termos como transmídia, crossmídia e multimídia. Na cultura da convergência, o espectador é estimulado a pesquisar e buscar um conhecimento enciclopédico do universo narrativo em questão. Ainda, a convergência de mídias pede que a indústria reconfigure as estratégias de distribuição de produtos, como os exemplos dos crossovers e nova angulações de personagens fictícios.

Para a próxima aula (23), a turma deverá trazer para discussão exemplos de cultura da convergência que tenham relação com os temas dos blogs.

Resumo das aulas dos dias 14 e 16/11

Essa semana, ouvimos o alemão Stockhausen que, assim como John Cage, quebrou com o que se esperava de harmonia e melodia, além de utilizar objetos não-musicais para suas composições. Uma de suas obras mais famosas consiste em uma ópera feita pelos barulhos dos helicópteros, deslocando totalmente a noção de ruído.

Na terça-feira, discutimos o texto Cibercultura de Lemos. A cibercultura é marcada pela liberação do pólo emissor e a ampliação dos processos informacionais. Os estudos iniciais sobre o assunto se davam, principalmente, no âmbito da internet. Entretanto, atualmente, não tem como se pensar em uma cultura contemporânea que esteja separada da cibercultura. Graças à evolução da microinformática, passamos a ter computadores que nos acompanham cotidianamente junto ao nosso corpo.

Alguns avisos foram dados na quinta-feira: a partir da próxima semana, a chamada passará a ser em qualquer momento da aula. Além disso, os resumos postados aqui no blog passarão a ser feitos por aula, em vez de semanalmente.

 

Resumo 7 e 9/11

Na última terça-feira, tocamos John Cage, que inventou um novo tipo de musicalidade ao utilizar a paisagem sonora ao seu redor para criar músicas. Segundo o compositor, “não existe silêncio. Sempre está acontecendo alguma coisa que produz som” (CAGE, 1961). Na quinta-feira, ouvimos o álbum Biophilia da cantora islandesa Björk que, fortemente influenciada por John Cage, criou seus próprios instrumentos para a composição de seu sétimo álbum. Além disso, ela se utilizou de objetos não-musicais para compor sua melodia, como a bobina de Tesla, na música Thunderbolt.

A discussão dessa semana foi sobre o texto “O que é virtual?” de Pierre Lévy. Desmentindo o senso comum que associa o virtual como algo ilusório e falso, tem-se o virtual como oposto do atual e um processo constante de territorialização e desterritorialização. O virtual é potência e o atual é o colapso de uma potencialidade. Já o real se dá através dos processos constantes de virtualização e atualização. Ou seja, o  virtual não necessariamente tem relação com informática. Ainda, a arte é uma virtualização da virtualização, ela é sempre um deslocamento de sentido.

Por fim, debates sobre a virtualização da música, produção de vídeos para o youtube e a interferência de algoritmos nas decisões políticas surgiram na quinta-feira. Além disso, algumas orientações para os blogs foram passadas com o intuito de melhorar a escrita semanal nos mesmos.

Resumo da aula do dia 31/10

O início da aula foi marcado pela música de Philip Glass, compositor conhecido por seus trabalhos minimalistas, além de ter composto a trilha sonora de filmes como “As Horas” (Stephen Daldry, 2002) e “O Show de Truman” (Peter Weir, 1998).

O tema do dia foi “Redes”, alguns apontamentos sobre os conceitos de Musso e Weissberg foram feitos em relação à comunicação. Esta se dá em rede desde sempre, ao contrário dos debates ao redor da ideia de que rede possibilita romper o isolamento humano. Não somos sujeitos independentes das redes, somos produtos delas.

Entraremos mais no tema na terça-feira (7) após a leitura de “O que é virtual?” de Pierre Lévy.

Música

Neste semestre estou, nos primeiros 10 minutos de aula, fazendo uma retrospectiva da música eletrônica pós 1960. É uma forma de entrar na aula e de passar informações sobre pioneiros da relação “música e novas tecnologias”, desconhecidos ou esquecidos.

Não há uma ordem cronológica ou de estilo. Vou trazendo assim mesmo, conforme o “mood” do dia!

Sugestões são bem vindas.

Nas primeiras aula mostrei a artista multimídia Laurie Anderson, o tecladista e pai da “ambient music”, Brian Eno, os pioneiros do tecnopop, Kraftwerk e o mestre americano da música minimalista, Philip Glass.

Vitória vai atualizar nossas “escutas” no seu relato de aulas.

Stay tuned!