Resumo da aula do dia 19/12

Na última aula, discutimos sobre neutralidade da rede e as consequências de uma possível quebra desta. No Brasil, o Marco Civil da Internet garante essa neutralidade como direito. É através dela que evita-se censuras provenientes de empresas e órgãos privados, além de possibilitar um uso mais democrático da internet.

Também discutimos sobre Teoria Ator-Rede (TAR, ou ANT em inglês) a partir do texto do professor André Lemos. A Teoria Ator-Rede modifica concepções modernas de agência social, evitando-se cair em armadilhas essencialistas. Segundo Lemos, os objetos “podem exercer um ou outro papel a depender das associações criadas. Para evitar pensar os agentes apenas como humanos, a ANT prefere o termo “actante” que, vindo da semiótica greimasiana, remete a tudo aquilo que gera ação.” Quebra-se também com a dicotomia moderna que separa physis x teckné; cultura x natureza; sujeito x objeto, etc. Busca-se, portanto, uma Ontologia Orientada ao Objeto (OOO), tendo como expoente o pensador Graham Harman, que reforça a ideia de que um objeto é caracterizado pelas suas associações.

Para quem quiser aprender mais sobre Teoria Ator-Rede, indico o livro “Jamais fomos modernos” de Bruno Latour. É um livro curto e de fácil leitura, disponível em várias livrarias da cidade.

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