Resumo da aula do dia 19/12

Na última aula, discutimos sobre neutralidade da rede e as consequências de uma possível quebra desta. No Brasil, o Marco Civil da Internet garante essa neutralidade como direito. É através dela que evita-se censuras provenientes de empresas e órgãos privados, além de possibilitar um uso mais democrático da internet.

Também discutimos sobre Teoria Ator-Rede (TAR, ou ANT em inglês) a partir do texto do professor André Lemos. A Teoria Ator-Rede modifica concepções modernas de agência social, evitando-se cair em armadilhas essencialistas. Segundo Lemos, os objetos “podem exercer um ou outro papel a depender das associações criadas. Para evitar pensar os agentes apenas como humanos, a ANT prefere o termo “actante” que, vindo da semiótica greimasiana, remete a tudo aquilo que gera ação.” Quebra-se também com a dicotomia moderna que separa physis x teckné; cultura x natureza; sujeito x objeto, etc. Busca-se, portanto, uma Ontologia Orientada ao Objeto (OOO), tendo como expoente o pensador Graham Harman, que reforça a ideia de que um objeto é caracterizado pelas suas associações.

Para quem quiser aprender mais sobre Teoria Ator-Rede, indico o livro “Jamais fomos modernos” de Bruno Latour. É um livro curto e de fácil leitura, disponível em várias livrarias da cidade.

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Resumo da aula do dia 14/12

Na última aula, ouvimos Pixies, em especial músicas onde o instrumento teremim foi utilizado. O teremim é um instrumento eletrônico popular na década de 20, sendo um dos poucos que não precisa de contato físico para ser tocado. Ainda, ouvimos e assistimos Clara Rockmore performar com o instrumento na música The Swan, disponível aqui.

Discutimos sobre neutralidade da rede e o que isso tem repercutido na atualidade. Acabar com essa neutralidade seria algo anti-democrático, de acordo com o artigo da Vice sobre o assunto.

Além disso, tivemos uma conversa sobre o uso ou não de celulares em salas de aulas, engatilhada pela notícia de que a França proibiu celulares nas escolas e pretende ampliar a proibição para além da classe.

Por fim, para quem se interessar, Raquel Recuero, autora cujo texto lemos para as aulas, publicou um e-book em parceria com o Lab404, que pode ser baixado de graça aqui. O Lab404 ainda conta com mais e-books de temática introdutória gratuitos.

Resumo da aula do dia 07/12

A aula invertida da quinta-feira começou com mais um pouco de Cabaret Voltaire antes de passarmos para a discussão com os grupos.

Então, falamos um pouco sobre lógica de Fuzzi no Homem de Ferro da Marvel; aplicativos para afinar instrumentos e gravar músicas como o Garage Band; apps que servem como vibradores eróticos em celulares; legendas closed caption feitas automaticamente por softwares; aplicativos oficiais de Estado e Lei do Acesso à Informação; direitos autorais e ciberativismo; apps que funcionam como coaches de games eletrônicos e até onde eles influenciam na jogabilidade do usuário.

 

Resumo da aula do dia 05/12

Na aula de terça-feira, tivemos Cabaret Voltaire, banda de música industrial e com influência dadaísta. O álbum que ouvimos foi o homônimo de 1981.

Introduzimos o assunto sobre aplicativos, utilizando selfies como exemplos. Aplicativos são softwares, que traduzem o mundo como qualquer outro tipo de mídia e que balizam as relações sociais. As selfies são muito menos sobre fotografia e muito mais sobre formas de sociabilidade. Elas são autorretratos compartilhadas imediatamente em rede através da prática do dispositivo móvel, é um processo de comunicação mediada por algoritmos. É por isso que nem todo autorretrato (como os pintados por Van Gogh ou Frida Kahlo) é uma selfie, mas toda selfie é um autorretrato.