Resumo 7 e 9/11

Na última terça-feira, tocamos John Cage, que inventou um novo tipo de musicalidade ao utilizar a paisagem sonora ao seu redor para criar músicas. Segundo o compositor, “não existe silêncio. Sempre está acontecendo alguma coisa que produz som” (CAGE, 1961). Na quinta-feira, ouvimos o álbum Biophilia da cantora islandesa Björk que, fortemente influenciada por John Cage, criou seus próprios instrumentos para a composição de seu sétimo álbum. Além disso, ela se utilizou de objetos não-musicais para compor sua melodia, como a bobina de Tesla, na música Thunderbolt.

A discussão dessa semana foi sobre o texto “O que é virtual?” de Pierre Lévy. Desmentindo o senso comum que associa o virtual como algo ilusório e falso, tem-se o virtual como oposto do atual e um processo constante de territorialização e desterritorialização. O virtual é potência e o atual é o colapso de uma potencialidade. Já o real se dá através dos processos constantes de virtualização e atualização. Ou seja, o  virtual não necessariamente tem relação com informática. Ainda, a arte é uma virtualização da virtualização, ela é sempre um deslocamento de sentido.

Por fim, debates sobre a virtualização da música, produção de vídeos para o youtube e a interferência de algoritmos nas decisões políticas surgiram na quinta-feira. Além disso, algumas orientações para os blogs foram passadas com o intuito de melhorar a escrita semanal nos mesmos.

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